Big Phil ou Sargentinho?
O futebol pode dividir-se em quatro partes: físico, técnico, táctico e psicológico. Logo, por inerência, um treinador tem de saber dominar todas as características. Quem o fizer com competência, estará claramente em vantagem sobre outros que dominam apenas parcialmente as características acima descritas. Penso nesta frase e lembro-me automaticamente de Luis Felipe Scolari. 
O treinador brasileiro deixou a selecção portuguesa, mas as opiniões contraditórias sobre a sua competência e personalidade ficaram por cá. Com cada um de nós. Houve quem tivesse chorado a sua despedida e houve quem questionasse a demora em abandonar o país. Há quem recorde que foi com Scolari que Portugal foi vice-campeão europeu e chegou às meias-finais de um Mundial, mas há também que lembre que, com ele, a selecção portuguesa nada ganhou e até perdeu uma final histórica com a Grécia.
Sobre Scolari (de quem falarei detalhadamente noutro contexto) tenho uma forte convicção que pode resumir-se numa frase: excelente gestor de recursos humanos e mediano treinador de campo!
Ou seja: domina a parte psicológica como poucos, mas erra várias vezes na leitura que faz do jogo e do adversário. Voltando ao início do texto, falta-lhe algo (leia-se técnica/táctica) para ultrapassar a barreira da mediania como treinador. Em Londres, ao serviço do Chelsea, tem a oportunidade perfeita para calar os (muitos) que o criticaram ao longo da sua estada à frente da selecção portuguesa. Sinceramente, não acredito que o consiga fazer!
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