Outras estrelas: Pitbull
É a prova mais evidente de que fazer grandes épocas em clubes de menor expressão nem sempre é suficiente para regressar à casa-mãe. Ligado contratualmente ao FC Porto, Cláudio Pitbull assinou uma época fantástica no europeu Vitória de Setúbal, mas, no entanto, insuficiente para merecer a confiança dos responsáveis do Dragão. Ainda sonhou em fazer a pré-temporada, mas estava há muito riscado da lista de Jesualdo Ferreira para a nova época. Cláudio Pitbull é um jogador explosivo, muito forte no um-contra-um, repentista, rápido nas diagonais e até nas transições defensivas melhorou muito com Carlos Carvalhal. Tácticamente, consegue jogar em 4x3x3 (encostado a uma das alas como elemento mais adiantado) e em 4x4x2 (ao lado do ponta-de-lança). Preenche, aparentemente, todos os requisitos para vingar num clube grande, neste caso, no FC Porto. Acredito que se fosse jogador do Sporting ou do Benfica, Cláudio manter-se-ia em Portugal e no plantel principal, fundamentalmente depois da temporada em Setúbal. No FC Porto, essa é uma tarefa mais complicada, já que Quaresma, Rodriguez, Sektioui, Gonzales, Candeias ou até Alan (entretanto também dispensado) constituem concorrência de peso. Até que ponto a dispensa de Pitbull pode desencorajar os emprestados do FC Porto que procuram espaço no Dragão a curto prazo? É uma pergunta que pode pairar na mente dos jovens azuis e brancos no imediato. Uma coisa é certa: Jesualdo não conta com o brasileiro de 26 anos e agradece o Rapid Buscareste e José Peseiro, que com astúcia, vai seguramente extrair de Pitbull todas as qualidades que fizeram dele o melhor jogador da 1ª edição da Taça da Liga em Portugal. Perde também o futebol português a raça de um jogador que empolga qualquer adepto do bom futebol.
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