Bola… sempre!
Se recuarmos alguns anos, registamos que mudaram, e muito, o modelo de treinos durante a fase de pré-temporada. A antiga norma de treinar incluía acções de treino de longa duração, realização de circuitos sem bola, investimento quase ilimitado na vertente física/força durante as primeiras semanas com o recurso a ginásios, bolas medicinais, corridas à volta do campo, na praia e na mata, escalada de bancadas, etc. Autênticas tareias a que os treinadores sujeitavam os jogadores e que provocava enorme fadiga física acumulada, quase sempre sem resultados do ponto de vista táctico, já que esta vertente era praticamente omissa nas primeiras semanas de trabalho.
A nova metodologia, cada vez mais usada também por cá, inclui uma equipa técnica integrada, com o mesmo grau de importância entre os vários elementos e com uma comunhão de ideias bem definida. A preocupação, desde o primeiro dia, é trabalhar os princípios que vão sustentar o modelo de jogo escolhido, com a parte física a incidir precisamente no aspecto técnico/táctico. Ou seja: a bola é parte essencial na chamada norma de treinar.
Sistematizar o treino ao nível de um jogo, tentando assemelhá-lo o mais possível, é o ideal no futebol moderno. Para quê corridas na praia ou à volta do campo, se isso não faz parte do habitat natural do jogo? No jogo, existe a bola. Se um treino, por definição, consiste na preparação, haverá melhor maneira de fazê-lo do que com bola, adversário, baliza (factores do jogo) aperfeiçoando e ajustando, ao mesmo tempo, os princípios tácticos que se querem para a época? Já para não falar da vertente psicológica, que também tem de ser treinada. Haverá mais motivação para um jogador do que ter uma bola por perto?
Basta estar com atenção às pré-temporadas de alguns clubes portugueses para perceber as diferenças entre a metodologia actual e a usada há alguns anos.
Hey Paulo,
É com enorme prazer que constato o teu regresso às lides da web, ainda para mais com um site sobre Futebol.
Já dizia o mister Jorge Castelo, “o pianista não aprende a tocar, correndo à volta do piano”.
Simples, mas bem perceptível.
Bola sempre, como? Perspectiva mecanicista (método analítico), ou abordagem holística (método global). Rezam os ecologistas que se deve “aprender a jogar, jogando”. Eu não fujo à regra.
Grande Abraço e, mais uma vez, sê bem-vindo.
PS – Excelente o site!