Raio X: Nacional
No topo da Liga, surge à 3ª jornada uma equipa que faz do calculismo e da experiência a imagem de marca. O Nacional aparece em 2008/09 de cara lavada, bem à imagem de Manuel Machado, no regresso de uma relação que tão bons resultados deu há três anos. Em ambos os casos, trata-se de uma questão de honra. Para o clube, é a tentativa de reencontrar os caminhos da Europa (perdidos precisamente desde a saída de Machado) e para o treinador é o objectivo de regressar à elite dos melhores, depois de saídas prematuras em Coimbra e em Braga.
Neste casamento de sucesso, a segurança defensiva é um dos elementos essenciais. Apesar da remodelação profunda no plantel, é possível perceber que uma das preocupações do treinador tem que ver com a solidez na defesa. Com a partida dos titulares Ricardo Fernandes e Fernando Cardozo, cabe agora aos gigantes Halliche (argelino emprestado pelo Benfica) e a Maicon (brasileiro ex- Cabofriense) a segurança no eixo central. Atrás, o cada vez mais sólido Bracalli, e ao lado, o capitão e já quase veterano Patacas, que depois da novela em torno da transferência para a Bulgária, joga agora ainda de forma mais apaixonada. Do lado contrário, Alonso, a cumprir a 5ª época na Madeira. Laterais de grande intensidade, são ambos exímios nos lances de bola parada e aparecem com frequência em zonas de finalização.
Como ponto-de-equílibrio em toda a estrutura do Nacional, Cléber joga à frente dos centrais e é muito rápido nas transições defensivas. A cumprir a 6ª época na Madeira, Cléber é uma peça tão discreta quanto útil, funcionando no sector mais recuado do losango do meio-campo. À frente deste brasileiro de 28 anos, estão três compatriotas. Edson Sitta, como interior direito, a cumprir a 1ª época completa no Nacional. Do lado esquerdo, em apoio a Cléber, está Luíz Alberto, muito inteligente tácticamente e com grande sentido posicional nas coberturas ofensivas. O mais avançado deste vértice é Rafael Bastos, ex-Belenenses. Jogador brasileiro dotado de grande técnica e com boa leitura de jogo, com a vantagem de aparecer, se necessário, nas faixas ou na área quando os avançados descaem para as alas.
Como homens mais ofensivos, estão dois jogadores com enorme mobilidade. O internacional angolano Mateus é muito rápido nas transições ofensivas e pode, aos 24 anos, encontrar no Nacional e no desenho táctico de Manuel Machado o habitat natural para se tornar um caso sério… nos relvados portugueses. Já o brasileiro Nené, pode aplicar o bom jogo aéreo e a velocidade para fazer esquecer jogadores como Lipatin, Adriano ou Rodrigo, as anteriores referências atacantes da equipa.
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