Respirar Futebol

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Goleadores silenciosos

freamunde-feirense Minuto 58 do Freamunde-Boavista, do último Domingo, para a Liga Vitalis. Cruzamento de Nelson, da esquerda, e Bock aparece ao segundo poste a desviar para dentro da baliza de Sérgio Leite. Os efusivos festejos de Bock podem iludir. É certo que foi o primeiro golo do veterano avançado esta época, mas aquela é uma prática repetida vezes sem conta na carreira do jogador.

Vejo Bock a festejar e lembro-me de outros avançados que fizeram do golo a forma de vida. Máquinas de fazer golos em carreiras a caminhar agora para o fim e passadas quase exclusivamente em divisões secundárias,  sem qualquer oportunidade nos palcos principais. Estranho, tendo em conta a dificuldade na detecção de talentos para a posição específica.

Bock, formado no FCPorto, nunca chegou à primeira equipa do Dragão, mas foi deixando registo a Norte, com passagens goleadoras por clubes como Freamunde, Gondomar, Marco ou Vizela. Há 10 épocas, então com 23 anos, marcou por 37 vezes em 34 jogos ao serviço dos vizelenses, na segunda Divisão. Insuficiente, terão pensado os responsáveis de clubes maiores. Nem os 32 golos que alcançou há 5 anos ao serviço do Freamunde nem o título de melhor marcador da Liga de Honra, com 19 golos pelo Vizela, há 3 épocas, serviram para cobiça.

Como Bock, também Henrique. Formado no Braga, actualmente com 28 anos, veste agora a camisola do Portimonense, na Liga de Honra. Uma carreira construída no segundo escalão e com uma constância curiosa. Muda de equipa a cada ano que passa mas deixa um forte contributo (leia-se golos) nos objectivos conquistados. Ajudou o Estrela da Amadora e o Vitória de Guimarães a subirem de divisão, mas não acompanhou essa ascensão. Inibição e falta de talento para jogar na Primeira Liga ou motivação e conhecimento profundo da Liga de Honra para jogar sempre em equipas com objectivos de subida?

Bock e Henrique são goleadores (quase) anónimos. Marcam golos a um ritmo impressionante mas correm o risco de ficarem fora da história. São apenas dois enigmas do futebol português a que nem a sorte nem a falta de oportunidades parecem argumentação para qualquer resposta.

Novembro 25, 2008 - Publicado por | Uncategorized

3 Comentários »

  1. Uma das questões poderá estar relacionada com a representação do jogador? Quem era o empresário do Bock e do Henrique?Não sei. Mas acredito que há jogadores que são talhados para divisões secundárias. Tantos que chegaram aos grandes e….zero! Pq nenhum dos grandes foi buscar o Wesley esta época?

    Comentário por João Abreu | Novembro 27, 2008 | Responder

  2. Cá para mim este João Abreu não deve perceber nada de futebol! Sugiro-lhe que veja o “Dia Seguinte” de vez em quando…
    Eheheh! ;)

    Comentário por Yang | Novembro 27, 2008 | Responder

  3. Pá, o Henrique este ano é uma real desilusão. E bem que nós precisavamos dum goleador porque oportunidades não faltam.

    Viva o Portimonense!

    Comentário por Rtomas | Dezembro 30, 2008 | Responder


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