Prospecção: Diogo Amado
O futuro de Benfica e Sporting, ou pelo menos parte dele, cruzou-se em pleno relvado do Estádio da Luz, no último Sábado. Frente a frente, mais de duas dezenas de jogadores com idade ainda júnior, para mais um jogo da fase final do Campeonato. Levou a melhor o Benfica, por 3-1, dando desta forma um passo largo para roubar o título ao adversário.
Entre as muitas promessas em desfile na Luz, poucas vão chegar ao caminho pretendido. Talvez pela vitória ter sorrido à equipa da casa, seja mais fácil lembrar o repentismo de jogadores como Yartey ou Danilo, a experiência de Nelson Oliveira ou até a segurança de Roderick. No entanto, foi sobre um médio do Sporting que incidiu a visão do jogo. Nome: Diogo Amado.
Médio centro, estatura baixa, mas uma incrível dose de entrega ao jogo, sem nunca perder a noção do espaço e do tempo de entrada aos lances. Uma espécie de herói discreto que está sempre no caminho da bola, como se as botas tivessem um íman para atrair todo o jogo para si. Com um raio de acção longo, Diogo Amado transpira classe, mas sempre com sobriedade, eficácia e uma dose elevada de inteligência a jogar para o colectivo. Mais do que médio-defensivo ou ofensivo, o nº6 e capitão do Sporting é um pivot na verdadeira expressão, além de um líder dentro de campo.
Aos 19 anos, a mudança para a equipa principal do Sporting é uma questão de tempo. Uma passagem por divisões inferiores para aperfeiçoamento (em jeito de estágio como aconteceu com Veloso, Pereirinha ou Djaló) ou entrada no plantel principal (seguindo os casos de Nani, Moutinho ou Adrien) é a questão que se coloca a Paulo Bento.
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