… Pero que las hay… hay
Argentina, 1968, o ano de La Bruja. Motivo: o Estudiantes de La Plata, comandado dentro de campo por Juan Roman Veron, conquista, em Montevideu, a Taça Libertadores. Adversário: Palmeiras, do Brasil. Agora, 41 anos depois, em Belo Horizonte, novamente o Estudiantes de La Plata a provocar enorme desilusão nos adeptos brasileiros, ao derrotar, fora de casa, o Cruzeiro, e a conquistar novamente o mais importante troféu de clubes na América do Sul. Desta feita, e com o Roman a ser substituído por Sebastian, verificamos que a história tem tendência para se repetir. De pai para filho, de Juan Roman Veron para Juan Sebastian Veron, de La Bruja para La Brujita. Entre os dois factos distam mais de 40 anos, mas a emoção e a tradição são transversais à cultura futebolística, nomeadamente, à do supersticioso povo argentino.
A simbólica volta ao Olímpico de Belo Horizonte, depois da remontada para 2-1 – na primeira mão registou-se um enervante 0-0 - teve emoção especial para o povo argentino, mas foi muito mais sentido e vivido pelo clã Veron. Quando La Brujita nasceu, já o Estudiantes tinha na sala de troféus três Libertadores. Foi preciso estar já na fase final da carreira para Veron festejar uma conquista internacional, e logo como protagonista.
14 anos depois de deixar La Plata para brilhar (e ganhar troféus) nalguns dos melhores clubes europeus – Inter, Manchester United, Chelsea e Lazio – eis o cumprimento da promessa feita por Sebastian. As palavras de La Brujita não podiam ser mais elucidativas: “Vencer o mesmo título do meu pai será o melhor momento da carreira”. Também no futebol, como na vida, ainda ha histórias felizes.
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