A nova vida de Quique
“Se o Atlético te bate à porta, tens de aceitar!” As palavras são de Quique Flores e servem para justificar a opção de regressar ao activo, cinco meses depois de ter orientado o Benfica, pela última vez, ainda no campeonato passado. Aos 44 anos, Quique Flores deposita no Atlético de Madrid parte significativa da carreira. Não só por ser o próximo clube, mas principalmente por poder relançar a carreira depois de uma época que não correu como queria, fora do país.
Uma vitória, quatro empates e três derrotas. É este o saldo do Atlético na liga espanhola, traduzido num deprimente 17º lugar. Junta-se 1 ponto em 9 possíveis na Liga dos Campeões e facilmente se constata que pior, Quique, dificilmente fará. O clube espanhol tem jogadores de grande nível, que por razões várias, ainda não renderam o (minimamente) esperado.
Com 90 pontos ainda em jogo na liga espanhola e a possibilidade em aberto de seguir nas eurotaças, o Atlético vê em Quique Flores o rosto da mudança e da esperança. O mesmo ânimo e motivação que o treinador tem na nova etapa da carreira. Daí, o desejo manifestado de chegar, pelos menos, aos quatro primeiros da tabela e ao consequente apuramento para a Liga dos Campeões. A história do clube merece, disse Quique, agora em permanente exame depois da forte contestação dos adeptos, que recentemente chegaram a invadir um treino. Primeira fase da nova vida de Quique e do Atlético de Madrid está marcado para esta terça-feira, em Marbella, para a Taça do Rei.
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