Começou a escalada da Académica
Quatro jogos depois da chegada de André Villas-Boas, aí está finalmente a Académica a respirar fora da zona de despromoção. Os sinais visíveis dados logo no primeiro jogo no Dragão, com postura e movimentações positivas, só agora tiveram reflexo na tabela classificativa. As vitórias caseiras convicentes sobre Guimarães e Setúbal, juntando o empate em Leiria (concedido já nos descontos) e a derrota tangencial no Dragão, mostraram a criação de uma equipa, desde que Villas-Boas chegou a Coimbra, há menos de mês e meio.
Ocupação certa dos espaços, pressão alta sobre o adversário, transições ofensivas rápidas (sempre com várias opções de linhas de passe) e critério sempre que possui a bola. São os dados mais visíveis do jogo desta nova e personalizada Académica, com clara intervenção de Villas-Boas.
Sougou e João Ribeiro são os alas que dão vida ao ataque, mas é em Tiero, ganês há muito escondido, que recai parte fundamental do jogo da equipa. O internacional africano encontrou em Cris o parceiro de equilíbrio nas movimentações defesa-ataque, surgindo mais recuado agora Nuno Prata Coelho. Os três formam o consistente núcleo do meio campo e da equipa. Uma linha de 4 defesas, com destaque para o “recuperado” Berger (agora a fazer dupla no centro com Orlando). Os laterais Pedro Costa e Emídio Rafael são velozes, mas falta ainda ao esquerdino mais consistência defensiva. No ataque, Eder tem ganho a titularidade. O Adebayor de Coimbra é possante, rápido, oportuno e tem técnica. Com mais tempo de jogo, pode tornar-se referência no ataque.
São as premissas básicas da Académica de André Villas-Boas, equipa personalizada que, para já, consegue o primeiro prémio da época: saltar do último lugar à 11ª jornada e uma recuperação interessante na classificação, depois de atraso considerável.
Nuno Miguel Prata Coelho
É a mãe de Nuno Miguel Prata Coelho um cidadão de Nova Zelândia? Obrigado, Edward