Hasta Siempre, maestro
Real Madrid C. Real Madrid B. Real Madrid. Eis o percurso futebolístico de Jose Maria Gutierrez Hernandez, futebolista que se prepara para mudar de clube, pela primeira vez, quase a completar 34 anos. Para onde ainda não sabe, mas é certo que deixa o clube onde nasceu, cresceu e se fez homem. Zenit, Galatasaray, Inglaterra ou Estados Unidos, de todo o lado há interessados em receber Guti, cujo futebol parece mais refinado à medida que o tempo passa.
Três ligas dos Campeões e cinco Campeonatos de Espanha, entre outros títulos (com Real e selecção), nunca pareceu suficiente para garantir o estatuto de titular com a camisola merengue. Guti nunca foi um jogador consensual para os treinadores que passaram pelo Santiago Barnabéu, ao contrário da aficcion, que sempre lhe dedicou devoção e muita admiração.
No último jogo em casa, na vitória por 5-1 sobre o Athletic de Bilbau, a braçadeira de capitão foi insuficiente para poder despedir-se de forma digna dos adeptos que sempre o apoiaram. Se é verdade que no balneário, sentiu-se a despedida, com abraços de Florentino Perez e dos colegas, também é verdade que só depois do final do jogo, por imposição de Manuel Pellegrini,voltou ao relvado para ser saudado pela aficcion, depois da reclamação sonora a puxar pelo regresso do número 14 ao palco onde foi feliz durante década e meia.
Foi aí que Guti, com lágrimas nos olhos e cabeça bem levantada, deu uma volta pelo relvado, para sentir o carinho do público, que teimou em ficar no estádio à espera de homenagear o nº14. Casou o número da camisola com o das épocas como profissional no Real Madrid e decidiu ir espalhar magia para outro lado. No Santiago Barnabéu, o maestro já deixa saudades.
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