V. Guimarães: primeiras notas
Depois de uma interrupção de dois anos, aí está de novo o Vitória europeu, com o pensamento focalizado na terceira pré-eliminatória da Liga Europa, marcada para 28 de Julho e 4 de Agosto. Cerca de 5 semanas é o tempo que Manuel Machado tem para afinar a equipa, a fim de chegar ao play-off para a fase de grupos, objectivo imediato dos minhotos.
Numa primeira análise, é fácil perceber que o novo Vitória não será muito diferente do anterior, já que nenhum dos titulares indiscutíveis abandonou o Castelo. A maior baixa acaba por ser Cléber, que ao fim de várias épocas com Manuel Machado, decidiu rumar ao Cartagena, da segunda divisão espanhola. A outra baixa é Flávio Meireles, que terminou a carreira, permanecendo no Vitória, mas agora como observador. Cléber e Meireles são as principais baixas, num plantel ainda indefinido, principalmente no que diz respeito a saídas. Targino, João Ribeiro e Rui Miguel são jogadores negociáveis e a qualquer momento podem deixar o Minho.
Na baliza, mantém-se o eterno Nilson, agora com a concorrência de Douglas e do regressado Serginho. Na defesa, Alex, Tony (direita), Teles e Santana (esquerda) são laterais experientes, ofensivos e regulares, dando garantias a Manuel Machado. No centro, João Paulo, Freire e N´Diaye levam vantagem sobre os reforços El Adoua (ex-Al Qadsia) e Rodrigo Defendi (ex-Paraná). Esta pode mesmo ser a época de afirmação do maliano N´Diaye, depois de uma primeira temporada onde mostrou muita qualidade, mas também muita ingenuidade e inexperiência.
Apesar da imprevisibilidade táctica de Machado, acredito que a ideologia de jogo assenta num meio-campo agressivo, com o miolo forte e musculado. Razão para as contratações de Siaka Bamba (Feirense) e Leonel Olímpio (Paços Ferreira), juntando-se a João Alves, Renan e Edson Sitta. Na organização da estratégia, Rui Miguel ou Barrientos, médio rotulado de craque no Uruguai, de onde chega, proveniente do Racing Montevideu. João Ribeiro, depois da época intermitente, ora a extremo, ora a médio interior, pode ter uma palavra a dizer. Para as alas, Paulo Sérgio (ex-Olhanense) Faouzi e Targino. O ataque, já sem Douglas (a caminho do rival Braga) fica entregue a Edgar Silva, Toscano, Maranhão, ao reforço camaronês N´Djeng (ex-Bejaia) e ao desconhecido Fábio Fortes, que saltou do (despromovido à terceira divisão) Real Massamá para a Liga Portuguesa.
Um plantel ainda extenso que pode obedecer a 2,3 saídas. Resta saber se pela lei do mercado, com o interesse nalgumas das principais figuras da equipa, ou a reajustes do treinador, preferindo ter alguns jovens a rodar para ganhar experiência, sobressaindo desde já os nomes de Fábio Fortes ou Dinis.
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