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Olhanense: primeiras notas

 Na hora de projectar a época, aparece quase sempre na parte mais baixa das casas de apostas. No final, na hora de fazer o balanço, raramente aparece nos quadros de honra ou nas estatísticas dos melhores prémios. Tem sido assim o Olhanense desde que regressou à Primeira Liga, vai agora para três anos. Discrição, trabalho, rigor, organização, estabilidade e competência de toda a estrutura, a começar na direcção, uma imagem de marca que se mantém na nova época. Como treinador, Daúto Faquirá, o quinto mais experiente dos dezasseis  que vão iniciar a época 11/12  - apesar de apenas 104 jogos na Liga e 3 épocas completas – Amadora (2) e Olhanense. Mais uma vez com um orçamento baixo, o plantel foi formado com base numa mistura entre juventude à procura de afirmação e experiência.

As principais diferenças do último ano para este, está nos flancos. Jorge Gonçalves e Paulo Sérgio rumaram aos Vitórias (Setúbal e Guimarães, respectivamente) e foram substituídos por outros dois, ainda mais jovens e, já agora, mais velozes: Ivanildo (ex-Portimonense) e Wilson Eduardo (ex-Beira Mar). Ainda no meio-campo, apesar da iminente chegada de mais dois jogadores (provavelmente Viveiros e Mateus, que até já trabalharam com Daúto Faquirá) há a registar a chegada de Cauê (ex-Leixões) para dar músculo e agressividade a um sector que continua a contar com Nuno Piloto, Fernando Alexandre e Rui Duarte. No ataque, o sul-americano Meza e o internacional sub-20 português Salvador são alternativas a Toy, Djalmir e Yontha, com a vantagem dos três primeiros poderem ainda aparecer nas alas.

Falta olhar para o sector defensivo, com a maior dúvida a chamar-se Pereirinha, que foi recrutado para o estágio no Sporting. A confirmar-se o regresso ao Algarve, será o dono da lateral direita, enquanto Ismaily parte em vantagem na ala esquerda. Figueroa e Vítor Vinha são alternativas válidas para os dois flancos. No centro, poucas mexidas: Maurício, André Micael e Mexer esperam ainda por mais um concorrente directo, com André Pinto no topo da lista. Falta olhar para a baliza, onde a continuidade é a palavra de ordem, com apenas uma contratação: o brasileiro Fabiano (ex-América) a juntar-se aos sobreviventes Bruno Veríssimo e Ricardo Baptista. Vai ser mais ou menos assim o Olhanense 11/12, com discrição, humildade e provavelmente, também eficácia na hora de fazer o balanço da época.

Julho 19, 2011 - Publicado por | Uncategorized

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