Um Pastore Iluminado
Ano: 1994. Acontecimento: o Paris Saint Germain sagrava-se campeão francês pela segunda vez na sua história. Figuras: Weah, Raí, Ricardo Gomes, Valdo ou Ginola. Treinador? esse mesmo: Artur Jorge! Na altura, estavam os parisienses longe de imaginar que seria esse o último campeonato conquistado antes de uma travessia no deserto que dura há – pelo menos – 18 anos. Nesse mesmo ano, uma criança de 5 anos começava a ver numa bola de futebol um brinquedo especial. Chamava-se Javier Pastore e crescia na cidade argentina de Córdoba. Nessa altura, o rapaz não sonhava que seria, quase duas décadas depois, o símbolo de esperança de uma das mais belas cidades da Europa.
O Paris Saint Germain lidera isolado o campeonato francês, ao fim de 10 jornadas, e a referência máxima dessa conquista tem um nome: Pastore. Agora com 22 anos, o argentino é o símbolo máximo do clube, dando razão a quem decidiu comprá-lo por mais de 40 milhões de euros ao Palermo, tornando-o no jogador mais caro no futebol gaulês. El Flaco tem 5 golos na liga e nenhum deles é de bola parada. Número interessante para um médio.
Mas resumir Pastore apenas aos golos é injusto. O argentino é muito mais. É futebol dos pés à cabeça, tanto a pensar como a executar. Quer seja a partir de uma ala em diagonais para o meio (como nos primeiros jogos ao serviço do PSG) ou mais atrás, no meio, num falso 10 que preenche todo o (meio) campo. Finalmente parece estar encontrada a posição certa para o argentino – 9 vezes internacional. No meio-campo, zona central, como elemento mais cerebral da equipa. É aqui que o falso-lento Pastore mais rende e ilumina a principal equipa da cidade-luz. Rumo ao título que foge há 18 anos.
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