Respirar Futebol

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A família de Bento

A pouco mais de 200 dias do início do Europeu de futebol, começa, na cabeça de cada um de nós, o exercício mental de encontrar os melhores 23 jogadores para a competição. Este ano, provavelmente, um exercício mais simples de realizar, por vários motivos. Primeiro, porque já se percebeu que Paulo Bento gosta de mexer pouco no seu grupo de trabalho. Depois, porque o seleccionador já deixou claro que está formado o núcleo-duro, uma espécie de família, com prioridade ao colectivo em vez do individualismo. Depois porque, verdade seja dita, Portugal já não dispõe de tantos talentos como há uns anos, o que acaba por facilitar as escolhas do seleccionador.

Há, no entanto, algumas dúvidas, porque em mais de meia-época, muito pode acontecer. Lesões, castigos, baixas de forma de alguns jogadores e, claro, é preciso contar com algum valor emergente que rebente nos próximos seis meses, o que neste momento, não é de todo provável. No quadro de escolhas, já não entram Bosingwa e Ricardo Carvalho.

Vamos lá então às possíveis duvidas que podem estar na cabeça do seleccionador:

GUARDA-REDES: com Rui Patrício praticamente seguro como titular, haverá mais quatro alternativas para três lugares: Beto (Cluj), Eduardo (Benfica) e Quim (Braga). A não ser que apareça mais um grande jogador para esta posição nos próximos meses, as restantes duas vagas serão preenchidas por dois destes nomes. Neste momento, Quim leva desvantagem.

DEFESA: contas simples de fazer. Quatro laterais e quatro centrais. Sem a hipótese Bosingwa e com o crescimento competitivo de Eliseu, os laterais estão definidos. Falta um central, com Sereno em vantagem, já que é polivalente. Ricardo Costa seria outra opção. Tonel parece definitivamente de fora. Mais longe parecem estar nomes como Carriço ou Manuel da Costa. Só mesmo com uma grande época nos seus clubes e mesmo assim…

MEIO-CAMPO: Sem um número 10 com a qualidade de Deco, essa posição está agora entregue a meias a Moutinho e Meireles.  Há ainda Martins e Micael, estes sim, com características mais parecidas com as do luso-brasileiro. A posição de pivot-defensivo parece entregue a Veloso, principalmente depois dos jogos do play-off. À espreita, estão Rúben Amorim e André Santos, principalmente. Mas convém não esquecer nomes como Paulo Machado, André Castro ou Hugo Viana.

AVANÇADOS: Com Ronaldo e Nani intocáveis, há duas vagas por preencher nas alas, sendo que a de Danny é quase óbvia, até pela polivalência. Quaresma e Varela lutam pela restante vaga. E atenção ainda a Djaló, velho conhecido de Paulo Bento,  Helder Barbosa ou Vieirinha. Na posição de ponta-de-lança, falta um nome para acompanhar Postiga e Hugo Almeida. Nuno Gomes parte em vantagem mas é preciso não esquecer Nelson Oliveira, Wilson Eduardo ou mesmo Orlando Sá.

Dúvidas para ir desfazendo nos próximos meses de competição, onde veremos jogadores mais motivados em mostrar qualidade ao seleccionador.

Novembro 16, 2011 - Publicado por | Uncategorized

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