Assim vai a Orangina
Está concluído o primeiro terço do campeonato, na Liga Orangina. Uma meta simbólica que serve de pretexto para fazer um balanço sobre a época, individual e colectivamente.
Olhando para a tabela, é fácil constatar que o equilíbrio continua a ser a imagem de marca de uma competição imprevisível. Doze pontos separam o primeiro do último classificado, com a primeira metade da tabela agarrada por 5 pontos de distância. Pouco, muito pouco, para fazer prognósticos de subidas e descidas a tão grande distância do final.
O desafio vai, sim, para fazer o onze deste primeiro terço, com o líder Atlético mais representado neste balanço individual. Vamos lá a isso:
WAGNER (Estoril) – Só não participou nos primeiros dois jogos da Liga, que curiosamente, terminaram sem vitória para os canarinhos. Nas últimas jornadas têm-se imposto como um dos melhores da Liga nesta posição, a par de Caleb (Atlético), Stefanovic (Santa Clara) ou Bruno Vale (Oliveirense). Acrescentar que Estoril e Atlético têm as melhores defesas da prova.
RICARDO PESSOA (Portimonense) – Dispensa apresentações este lateral à beira dos 30 anos. Neste momento, é o principal símbolo do clube algarvio e um jogador, unanimemente reconhecido, como de Primeira Liga. Pode ser que regresse, de preferência, segundo o próprio, com a camisola rubro-negra. Carlitos (Naval) é outro dos bons jogadores nesta posição.
NUNO SILVA (Leixões) - Aos 36 anos, este central do Leixões estará já na fase final da carreira mas a sua experiência, com forte sentido de colocação e bom jogo de cabeça, fazem de Nuno Silva um jogador imprescindível para Litos. Prova disso é a utilização em todos os jogos.
GONÇALO (Atlético) – Se Nuno Silva está na fase final da carreira, Gonçalo está agora a começar. O central do Atlético tem 20 anos e cumpre a primeira época em ligas profissionais. Formado no Barreirense, está na Tapadinha emprestado pelo Vitória de Guimarães. Só não se deixem enganar pela carinha de miúdo. Vinte anos, só mesmo no BI.
NELSON PEDROSO (Aves) – Apesar dos 26 anos de idade, é dos laterais esquerdos mais experientes nesta edição da Liga Orangina. Está nas Aves mas tem claramente qualidade para uma divisão superior. Chico Silva (Oliveirense) era outra das hipóteses para esta posição.
LAURINDO (Atlético) – É o típico caso de um jogador que chega tarde a uma competição profissional. Rápido, com grande sentido táctico, é um médio que corre quilómetros por jogo, sempre com grande critério. Pena estar a chegar já aos 30 anos. Passou demasiado tempo em divisões inferiores.
OLIVEIRA (Oliveirense) – Regressou este ano a casa, depois de algumas épocas no Santa Clara e Leixões. Nos últimos anos, Oliveira foi considerado para treinadores e observadores o melhor jogador da Segunda Liga. Mas, curiosamente, nunca deu o salto. Tem 26 anos e futebol claramente de primeira. Explosivo, rápido, imprevisível e talento para muito mais. Acredito que ainda vai a tempo. Miguel Rosa (Belenenses) ou Fábio Espinho (Moreirense) seriam opções para este meio-campo, não fosse Oliveira ainda jogar neste escalão.
ALDAIR (Penafiel) – Ora aqui está uma das revelações do campeonato. Produto das escola do Penafiel, cumpre a primeira temporada como sénior, aos 19 anos. Muito forte no um-contra-um, explosivo e dono de uma velocidade incrível, Aldair é já uma das agradáveis surpresas da prova. A ver e rever… rever… rever!
LEANDRO PIMENTA (Fátima) – Depois de empréstimos a Beira Mar e Fátima, que deixaram algumas reservas em relação ao valor deste jovem jogador, surge o Atlético a comprovar todo o talento de um pé esquerdo. Contratualmente ligado ao Benfica, Pimenta está a trabalhar para regressar à Luz, depois de cumprir os vários escalões de formação da águia. A continuar assim…
MANOEL (Penafiel) – O melhor elogio que se pode fazer a Manoel é que no 25 de Abril, já pouco se lembra de Michel, anterior goleador da equipa, agora a brilhar (mais ou menos, pronto!) no Paços de Ferreira. Este brasileiro de 23 anos é o melhor marcador da Liga e aos golos, consegue juntar muita qualidade de jogo.
WAGNER (Moreirense) – Há quatro épocas em Portugal, só agora Wagner chegou a uma liga profissional. Jorge Casquilha descobriu este brasileiro de 23 anos no Aliados de Lordelo e para já, o balanço é muito positivo, com três golos apontados no ataque à subida de divisão.
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