O que pode Yannick acrescentar ao Benfica
Nove minutos no primeiro jogo ao serviço do Benfica, seis dias depois de chegar ao clube. Yannick Djaló substituiu Gaitan, num jogo que já estava resolvido, e foi colocar-se do lado direito do meio-campo. Está feito o lançamento para aquilo que Jorge Jesus espera vir a ser uma equipa «ainda mais forte».
Desde que saiu Salvio, o treinador precisa de alguém para pressionar alto no lado direito do ataque, à semelhança do que acontece na esquerda, com Gaitan ou Nolito. Com a opção Djaló, Jorge Jesus pode (re)colocar Axel Witsel no lugar onde mais rende – centro do terreno. Rúben Amorim ainda chegou a desempenhar esse papel mas não o fazia da forma pretendida, enquanto Enzo Perez mantém-se uma incógnita em relação ao real valor.
Jorge Jesus gosta de uma equipa a pressionar alto, com Cardozo (que entretanto aprendeu a fazê-lo de forma eficiente) e Rodrigo (jogador muito forte na pressão) – o que acaba por explicar a condição de suplente de Saviola. Com a possibilidade Djaló a extremo-direito, Jorge Jesus pode manter a tão desejada segunda linha do meio-campo, com um jogador mais pensador (Aimar) e dois pressionantes (Javi e Witsel). Além da velocidade e alguma explosão, Yannick pode dar ainda capacidade de pressão no lado direito, como acontece no lado oposto. Jesus ganha assim mais opções para as alas, juntando Yannick a Bruno César, Gaitan e Nolito.
Em suma: Yannick dificilmente vai atingir (para já) o estatuto de jogador fundamental, mas pode ser muito útil.
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